Tornei isto da escrita uma coisa muito minha e falo de coisas que mais ninguém percebe. A clareza das palavras e das ideias que antigamente imperavam por aqui tornou-se numa confusão que, talvez, ninguém consegue realmente entender. Se calhar nem eu consigo entender. São pensamentos e palavras que entoam bem alto na minha mente e que me correm para os dedos e tenho que escrever. Nesta anarquia de existências só tu é que me fazias sentido, e agora já nem isso fazes. Mas, por um lado fico contente. Contente por já não estares aqui a dar trabalho à minha mente e ao meu coração. Agora já não tenho nada a esconder, e o pouco que tenho está guardado no meio de toda a escuridão que já nem eu vejo. Não vou mentir, às vezes ainda me aparece a tua imagem, por entre flores de amendoeira e brilhos dourados dum sol que já não existe. E por breves momentos sinto-me feliz. Tão breves que a felicidade nem tem tempo de se estender ao resto do meu corpo, é apenas o meu coração a sente e logo de seguida é-lhe roubada. Quando abalas-te devias ter roubado o meu coração também, pelo menos, ele não ia continuar à tua espera. E a esperança que aparece entre arco-iris e flores de primavera, essa, nunca mais a vi.
domingo, 11 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Pôr-do-sol
Estou longe, muito longe. Escassos raios de sol atravessam o meu corpo e torno-me invisível, torno-me no que sinto. De repente, passas a tua mão na minha cintura e sinto o cheiro dos bolos caseiros, dos sorrisos da minha infância e do calor da lareira. De repente, e apenas por breves momentos, sinto-me quente, sinto-me em casa.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Sol
Lembro-me de acordar pela manhã e sentir a tua alma a acariciar o meu dia. Uma presença imaginária protegia-me do exterior e ficávamos ali os dois, a colher sorrisos debaixo do sol que me ia alimentando a esperança, mesmo sem estarmos juntos.
lua cheia
" Há muito tempo que não escrevo para ti e sinto que não tenho nada para te dizer. Já sabias como acabava a história muito antes de mim e mesmo assim sorrias descontraidamente entre cada cigarro e brincavas com os meus dedos, como se o destino fosse a coisa mais fácil do mundo. Sinto que nunca reconheces-te os meus olhos por entre os outros e que nunca soubeste o sabor do que te ia dando, a medo, porque já temia o pior. Perdeste o que não deste valor e por isso não te doeu. Mas, a mim, ainda nestas noites de lua cheia em que o frio grita pelas ruas a tua ausência, continua-me a doer. "
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
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