O Inverno vive dentro de mim e comporto-me como a Primavera. Por dentro sou apenas um corpo que vive, um coração que bate, um ser sem sentido. Faço por fazer e digo por dizer. Não sinto, nem quero. De repente, lembro-me de ti e tudo piora. A Primavera desaparece e as flores entristecem. As cores mudam. Uma tempestade aproxima-se. A escuridão apodera-se de mim, do meu corpo e torno-me no que tenho dentro de mim, no que sempre quis esconder.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
domingo, 30 de março de 2014
Distante
Sinto as pessoas distantes, almas cinzentas que já não alcanço, é-me impossível. Existe uma espécie de nevoeiro cerrado, de mar distante que me separa do resto mundo. O meu coração bate devagar, demasiado devagar para um ser que existe. Tenho em mim uma parte que já não vive ou que já não quer viver.
terça-feira, 25 de março de 2014
Escrita
A escrita é tristeza, lágrimas derramadas em linhas brancas, sentimentos escondidos, sem direcção. Escuridão revelada na brancura do sentimento. A escrita nunca vem da felicidade.
Verde esperança
Escrevo para ti que és a minha fonte de tortura, minha felicidade e tristeza permanente e simultânea. Sinto que não me conheces a alma, a alma que se inunda de trevos verdes de esperança quando me olhas nos olhos. Nesse momento, rezo para que me alcances, que alcances o que um dia já foi teu e que agora anda num deserto, num mar infinito, numa incessante busca. Alcança-me, agarra-me, prende-me. Ensina-me o que nunca irei aprender. Insiste. Sem ti... Contigo... O verde tornou-se mais verde, chama-me. Será que ainda sou capaz?
segunda-feira, 24 de março de 2014
Amanhã
Já é noite cerrada, o sono e o cansaço ainda não se imperaram do meu corpo e os pensamentos continuam a fluir à velocidade do mundo. Escreve, planeio, imagino o futuro. À noite a imaginação não tem limites e os meus sentimentos enchem-me a alma e o quarto e exigem ser ouvidos. Eu, muito paciente, prometo-lhes que amanhã lhes darei atenção - uma mentira que nem precisava de dizer a mim mesma. Fica sempre para amanhã... Um amanhã que não chega e que eu sei que não vai chegar. Um amanhã pintado de branco e de todas as cores dos sonhos adiados. Com tudo isto, ganhei sono. Por isso, até amanhã, mas um amanhã que chegue.
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