segunda-feira, 5 de novembro de 2012

lua cheia



" Há muito tempo que não escrevo para ti e sinto que não tenho nada para te dizer. Já sabias como acabava a história muito antes de mim e mesmo assim sorrias descontraidamente entre cada cigarro e brincavas com os meus dedos, como se o destino fosse a coisa mais fácil do mundo. Sinto que nunca reconheces-te os meus olhos por entre os outros e que nunca soubeste o sabor do que te ia dando, a medo, porque já temia o pior. Perdeste o que não deste valor e por isso não te doeu. Mas, a mim, ainda nestas noites de lua cheia em que o frio grita pelas ruas a tua ausência, continua-me a doer. "


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